DICAS

Encontre nesta seção várias dicas espeleológicas, como equipamentos, primeiros socorros, fotografia em cavernas! Envie suas dicas para a redação, através do email upe@upecave.com.br.

UPE - União Paulista de Espeleologia

Histoplasmose

É uma outra doença que deve ter atenção especial de quem visita grutas, cavernas, túneis e minas abandonadas. A histoplasmose é causada por um fungo amplamente disperso no solo rico em fezes de morcegos e de aves que habitam esses lugares e é contraída quando a pessoa inala esse material suspenso no ar, que levanta do chão quando alguém pisa no local ou tem algum contato com eles.

Esta doença causa febre, que pode durar alguns dias, e tende à cura espontânea. Normalmente passa despercebida, como uma infecção respiratória inespecífica. O paciente pode apresentar também: dor de cabeça, dor torácica, tosse seca, falta de ar, fraqueza, falta de apetite e dor no corpo.

É uma doença que ocorre em todo o território nacional, normalmente sob a forma de surtos, e desde 1967 há relatos da ocorrência de casos suspeitos de histoplasmose associada à visitação a cavernas no DF e Entorno, sendo os mais recentes ocorridos em 2004. Os casos notificados e investigados no presente ano compõem um grupo de adolescentes (13-15 anos) residentes em Taguatinga-DF com relato de visita à Gruta Tamboril (Unaí-MG), em excursão ocorrida em setembro.

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Mochilas de Ataque

O uso das mochilas de ataque nas atividades de exploração e mapeamento de cavernas é obrigatório, para o transporte de material pessoal, de emergência e equipamento necessário para os trabalhos de campo.

Com base nas atividades desenvolvidas pelos integrantes da UPE, o grupo desenvolveu suas próprias mochilas, baseadas em alguns modelos utilizados em outros países. As mochilas são ideais para o transporte e proteção de bidons, sacos estanques, cordas e todo o material usado nas atividades de espeleologia.

As mochilas da UPE não são estanques e possuem ilhoses no fundo, para o escoamento da água, além de pegada frontal e posterior, alças para içar, com sistema de alças simples (sem forração)e desenho ergonômico em formato de “Y”, para maior conforto.

São confeccionadas em lona plástica, com capacidade de 25 litros e carga de 5 kilos em média, além de apresentarem fitas reflexivas.

Práticas para a lavagem e de manutenção simples, é um equipamento indispensável, mesmo para os que estão iniciando na espeleologia.

 

Macacão: Por que usar macacão em caverna?

Desde o início das suas atividades, a UPE vem explorando cavernas e regiões em todo o território nacional e, invariavelmente, desgastando roupas e calçados, que não tem uma resistência e durabilidade compatível com o uso em atividades de espeleologia.

Utilizando a experiência e vivência de seus integrantes, a UPE desenvolveu seus próprios macacões, através do uso de materiais que resistem bem às condições de uso em cavernas, sendo práticos e eficientes para os trabalhos realizados. Geralmente, ele é utilizado por cima de roupas leves, tipo lycra, camiseta DryFit ou neoprene, além da opção de amarrar as mangas em volta da cintura, para caminhadas em regiões mais quentes.

O uso do macacão é também uma forma de proteção ao corpo, por apresentar mangas longas e reforços em cordura Dupont 500, minimizando cortes, arranhões, picadas de insetos e outras avarias durante as explorações na mata e na caverna. O tecido principal utilizado na confecção é o nylon amassado 420, material sintético, que seca rapidamente, mesmo após total imersão em água, além de ser mais leve que os tecidos convencionais, tipo algodão ou brim. Como o tecido não absorve sujeira, o macacão pode ser lavado com água, sabão, mangueira e escova , sem a necessidade de produtos especiais ou “molho” para tirar a lama.

Sempre presentes nos trabalhos de campo do grupo, os macacões da UPE estão em constante processo de testes e desenvolvimento, tendo uma durabilidade de até cinco anos de atividades intensas, ou ultrapassando esse período quando o uso não é tão freqüente.

 

Ferimentos

Texto publicado no Desnivel de dezembro / 2008
Responsável: Ricardo Martinelli

Qualquer rompimento anormal da pele ou superfície do corpo é chamado de ferimento. A maioria dessas lesões comprometem os tecidos moles, a pele e os músculos. As feridas podem ser abertas ou fechadas. A ferida aberta é aquela na qual existe uma perda de continuidade da superfície cutânea. Na ferida fechada, a lesão do tecido mole ocorre abaixo da pele, porém não existe perda da continuidade na superfície.

Todos os ferimentos logo que ocorrem, causam dor, produzem sangramentos e podem causar infecções. As roupas sobre um ferimento deverão ser sempre removidas para que o socorrista possa melhor visualizar a área lesada. Remova-as com um mínimo de movimento. É melhor cortá-las do que tentar retirá-las inteiras, porque a mobilização poderá ser muito dolorosa e causar lesão e contaminação dos tecidos.
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Corpo Estranho nos Olhos

Texto publicado no Desnivel de junho 2007
Responsável: Ricardo Martinelli

rsmartinelli@globo.com

Um cisco, serragem, areia ou sujeira podem entrar nos olhos causando principalmente irritação e dor.

Primeiros Socorros:
Faça com que o acidentado incline a cabeça para frente e tente tirar os fragmentos que estejam na pele, assoprando sobre as pálpebras fechadas. Jogue água sobre as pálpebras e rosto para retirar todo o resto dos fragmentos.
Cubra os olhos com uma toalha de banho molhada e procure um médico imediatamente. Não se deve esfregar os olhos.

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